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Franchising: conceitos básicos

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Descodificar os números, encontrar o lado qualitativo e o que está por detrás dos números relativos à evolução do franchising português foram as linhas da sessão de apresentação oficial da 14ª edição do Censo “O franchising em Portugal”, que decorreu esta manhã no centro comercial Colombo em Lisboa. Os números revelam: apesar do ambiente de crise, e de maior timidez, o franchising cresceu positivamente o ano passado.

De acordo com a entidade responsável pelo estudo anual sobre a evolução do franchising em Portugal, o Instituto de Informação em Franchising (IIF), houve em 2008 indicadores positivos de crescimento neste sector de mercado, ainda que “inferiores aos registados em anos anteriores”. O franchising gerou um volume de negócios de cerca de 5.030 mil milhões de euros, representando em Dezembro do ano passado 3,1% do PIB, representou 1,3% do emprego em Portugal, empregando no total 69.000 pessoas, e gerou mais 2.000 novos postos de trabalho, situando-se o crescimento de emprego na ordem dos 3%.

Eduardo Miranda, fundador e consultor estratégico do IIF, e orador principal na apresentação do Censo, explicou hoje que “poderia afirmar-se que 2008 foi quase um 2 em 1 (dois anos em 1), isto é, registou-se no primeiro semestre uma tendência de crescimento e, no segundo, uma tendência de abrandamento, com o crescimento de lojas quase estagnado”.

Segundo o responsável, “2008 foi um ano de “abandonos” no franchising português, que atingiram 77 empresas, significando que deixaram de investir na expansão em franchising, ou que fracassaram”. Desse total de empresas, 24% foram considerados negócios fracassados, isto é, negócios que encerraram todas as lojas da rede, a maioria “conceitos extremamente especializados que vieram de fora e que não se adaptaram ao nosso mercado”, explica.

“Hoje o franchising é made in Portugal”

Na análise efectuada para este Censo, Portugal não só domina a nível nacional, em termos de marcas e de conceitos a operar no mercado, representando as marcas nacionais, em 2008, 54% do total, como também se revelou inovador a nível internacional, levando um significativo número de conceitos portugueses aos mercados além fronteiras, e segundo Eduardo Miranda, “a mercados cada vez mais diversificados, fugindo à tendência até aqui a nível de internacionalização para países mais próximos geográfica e culturalmente, como Brasil ou Espanha”.

No final do ano passado existam em Portugal 521 marcas a operar em franchising, tendo entrado no mercado 96 marcas novas. O crescimento anual em termos de abertura de lojas, entre 10 ou mais, foi de 3%, entre 5 a 9 lojas foi de 11%, 1 a 4 aberturas, de 30% e nenhuma loja aberta a percentagem foi de 36%. Eduardo Miranda referiu que "50% de todas as redes têm feito um esforço por manter as mesmas e crescerem no quadro actual".  

A maior concentração de marcas situou-se em 2008 na área dos serviços, significando um peso de 50% em relação ao número total.

Crescer em ambiente de crise

“O franchising consolida-se actualmente como a grande alternativa para quem tem um projecto de negócio, para se expandir, sendo um dos sectores que apresenta maiores hipóteses de crescimento mesmo em época de crise”, disse hoje na sessão de apresentação, Eduardo Miranda. De acordo com o mesmo” nos últimos anos os empresários portugueses começaram a perceber que o franchising é uma ferramenta fundamental para crescer em negócios, apesar da crise ter espalhado algum receio de investimento no último ano”.

Durante a apresentação foram dados os testemunhos de 3 redes de franchising que registaram um crescimento atípico e em contra ciclo com a conjuntura. A Vivafit e Pilates Fit foi um dos exemplos, tendo sido a rede que mais cresceu no primeiro semestre do ano passado, abrindo 26 lojas, explicando Pedro Ruiz, fundador da rede, que “estamos num sector fácil, onde há mais oportunidades devido ao problema da obesidade, à lacuna que existe neste mercado, oferecendo o franchising uma excelente oportunidade para crescermos com capitais externos, dos franchisados”.

De acordo com o responsável, o segredo do sucesso no crescimento da rede está na “selecção rigorosa dos parceiros de negócio”.

António Godinho, um dos fundadores do Grupo Onebiz, também explicou que “as marcas cada vez mais têm que acompanhar a tendência da globalização, para crescer”, exemplificando com a nomenclatura da maioria das marcas do Grupo, fundadas com termos anglo-saxónicos, afirmando que “se uma marca portuguesa não pensa hoje em dia no mercado global, está condenada a prazo”.

Houve ainda espaço para dar voz a um franchisado, de uma das maiores redes do imobiliário em Portugal, João Marques, o primeiro franchisado da Re/Max no país, que salientou que enquanto franchisados, são “uma organização que presta serviços a dois tipos de clientes, primeiro aos agentes imobiliários da Re/Max, e depois ao cliente final da empresa”. O mesmo valorizou o papel do franchisado no todo franchising/sucesso, afirmando que “é importante motivar e formar as pessoas, sendo esse o maior segredo da nossa agência”.