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Franchising: conceitos básicos

Alguns dos principais conceitos que se devem conhecer para entrar no sistema de franquicia. + Ver Mais.

O auto-emprego é actualmente uma das alternativas mais apelativas face à realidade das taxas de desemprego em Portugal. Segundo notícia do Jornal de Negócios no início de Junho, com base nos dados revelados pelo Eurostat, essa taxa atingiu em Abril deste ano 9,3%, um valor acima da média da Zona Euro (9,2%), sendo considerada a oitava mais elevada da União Europeia.
Contrariamente a estes indicadores, e de acordo com o último Censo “O Franchising em Portugal”, este sistema de negócios não só gerou mais 2041 postos de trabalho em 2008, significando 1,3% do emprego em Portugal, como também revelou uma evolução positiva, representando em Dezembro do ano passado 3,1% do PIB.
“O franchising é a forma mais segura de lançar e fazer crescer um negócio”, diz Miguel Prata, gerente da Gera Mais, uma empresa que surgiu este ano, especializada em consultadoria de poupanças, banca, seguros e serviços tarifados. O sistema reduz o risco inerente à criação de um negócio próprio porque “trabalhando em rede, partilhando know-how, contactos e oportunidades de negócio” permite testar conceitos no mercado, tornando mais fácil o seu desenvolvimento mesmo em época de crise.
“As oportunidades geográficas são imensas, e nesta fase de lançamento da rede o nosso franchisado beneficia de um acompanhamento mais personalizado para o seu negócio”, garante Miguel Prata. A marca estima que uma agência, “em cruzeiro”, facture um mínimo de 10 mil euros por mês.
Fazer parte de projectos empresariais estruturados em rede significa, nos contornos actuais da economia, maior probabilidade de sucesso, pela segurança que oferecem, ou pelos valores de investimento necessários. Na Gera Mais, por exemplo, o potencial franchisado tem “apenas” que investir 10.000 euros.
“O franchising é sem dúvida uma alternativa nos tempos que correm, ou até mesmo a solução”
Pedro Santiago, sócio fundador da SchoolHouse, uma rede de serviços na área da educação e formação acredita que “a adesão a uma rede de franchising é sem dúvida a solução para a viabilização de muitas microempresas, porque devido à crise que se tem vivido nos últimos meses as marcas a operar neste sistema tiveram que se tornar mais sólidas”.
Por outro lado, Ruy Vieira, Master distribuidor da Return-a-Pet, rede afiliada de recuperação de animais de estimação perdidos, refere que “a possibilidade de aderir a um projecto testado, com regras definidas, e sob a alçada do valor de uma marca abrangente, diminui os riscos do negócio, permitindo atingir mais facilmente os objectivos a que o empreendedor se propõe”.
Apesar de não se tratar de um franchising, pertence a uma sólida rede internacional de origem norte americana “com resultados confirmados, que apoia fortemente o sócio em todas as matérias, desde a organização ao marketing, incluindo o investimento publicitário”.
“A forma de organização a partir de distribuidores distritais exclusivos, que garante um território protegido de intervenção, dá garantias de massa crítica para a rentabilidade do pequeno investimento efectuado”, explica o responsável.
Estas três redes apostaram na expansão no pior ano para a economia portuguesa dos últimos anos, contrariando o receio de investimento que se instalou, afirmando mesmo que “esta é a melhor altura para apostar nestes modelos de negócio por existirem nos diferentes sectores maiores lacunas”, e pelos maiores apoios comunitários e incentivos por parte do Governo à criação e crescimento das empresas.